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Não é sem motivo que o cooperativismo de produção agropecuária é o maior e mais expressivo do país. Surgiu da necessidade da união de pequenos e médios produtores rurais que fundaram sociedades cooperativistas, construíram silos e armazéns, adquiriram frotas para o escoamento da produção e disputaram mercados em condições de igualdade com as grandes corporações do setor.
Cooperar significa colaborar com outras pessoas para que todos alcancem os mesmos resultados. Esse é o princípio do modelo cooperativista, que está fundamentado na solidariedade humana, onde o bem-estar de todos se sobrepõe ao individualismo.
Os povos antigos já praticavam a cooperação na luta pela sobrevivência e hoje não é diferente. Quando as pessoas se unem para resolver os problemas que encontram, fica mais fácil chegar a uma solução. Assim, ocorreu com a primeira sociedade cooperativa fundada em 1844 na cidade industrial de Manchester, na Inglaterra. A Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale foi um exemplo de alternativa econômica que os cidadãos encontraram para combater os preços abusivos praticados na época.
A união que começou com um pequeno grupo de pessoas se transformou em força mundial. Hoje, as cooperativas desempenham importante papel na economia global e em especial na brasileira, gerando emprego e renda.
É natural do ser humano ajudar e ser solidário. São gestos que começam em casa, na família, na escola e se estendem para toda a sociedade. Assim também ocorre com o cooperativismo. As cooperativas baseiam-se em valores de ajuda mútua e responsabilidade, democracia, igualdade, eqüidade e solidariedade. Na tradição dos seus fundadores, os membros das cooperativas acreditam nos valores éticos da honestidade, transparência, responsabilidade social e preocupação pelo seu semelhante.
As linhas orientadoras de todas as ações cooperativistas são a maneira de colocar a teoria em prática. Os princípios são os seguintes:
1. Adesão voluntária e livre;
2. Gestão democrática pelos membros;
3. Participação econômica dos sócios;
4. Autonomia e independência;
5. Educação, formação e informação;
6. Intercooperação;
7. Interesse pela comunidade.
Os sistemas cooperativos avançaram e se profissionalizaram. O Cooperativismo é ensinado em algumas escolas e já existem cursos superiores na área.
O modo de administrar das cooperativas alia a democracia, a participação dos associados, a gestão moderna e eficiente que a tecnologia e a ciência permitem. Cooperativas são empresas, mas diferentes das demais, pois valorizam o ser humano e o colocam em primeiro lugar, ou seja, primeiro o trabalho, depois o capital.
As cooperativas não andam só. Elas estão unidas entre si e fortalecem umas às outras através de organizações, como a OCESC - Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina que representa todos os ramos das atividades cooperativistas. FECOAGRO – Federação da Cooperativas Agropecuárias, AURORA – Cooperativa Central Oeste Catarinense e SICOOB - Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil.
O sistema cooperativista é referência como uma das formas mais modernas e justas de trabalho.